Vazamento de informações gera multas pesadas e compromete a confiança de clientes fiéis

Especialista Jakeline Malvestiti alerta sobre as punições severas da lei digital corporativa

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22 de maio de 2026
Vazamento de informações gera multas pesadas e compromete a confiança de clientes fiéis

O avanço irreversível da digitalização corporativa transformou os dados dos clientes no ativo mais valioso e perigoso do mercado. A crença equivocada de que a internet é uma terra sem lei tem levado empresários a negligenciarem a segurança de seus sistemas, criando uma vulnerabilidade grave. A advogada especialista em Direito Digital Jakeline Malvestiti alerta que o descuido com o armazenamento de informações expõe empresas não apenas a multas astronômicas, mas ao risco real de sequestro de operações inteiras por hackers.

Para a especialista, a dependência digital eliminou qualquer possibilidade de fuga tecnológica. A advogada explica que hoje em dia não tem como falar no mundo global sem a informação segura e sem os nossos dados, pois precisamos de uma identidade facial para entrar em um banco, de assinatura virtual para contratos e de senhas em aplicativos para absolutamente tudo. A partir desse cenário complexo, surge a necessidade urgente de as empresas terem governança sobre as informações, criando mecanismos éticos rigorosos e protegendo o usuário ativamente.

O perigo aumenta significativamente quando o alvo são as próprias instituições de prestação de serviços essenciais. Jakeline relata que hoje em dia já existem registros de hospitais sofrendo ataques cibernéticos focados em roubar os prontuários de seus pacientes, expondo a gravidade máxima das invasões virtuais.

O que muitos empresários ainda ignoram é que a responsabilidade jurídica por esses vazamentos é imediata e rigorosa. Com a aplicação prática da Lei Geral de Proteção de Dados, a culpa recai severamente sobre quem opera e controla a informação. A advogada decreta que a responsabilidade tem que ser compartilhada e que, quando há o dano, controladores e operadores devem ser responsabilizados, seja na esfera civil, administrativa ou, em caso de vazamento intencional, até penalmente.

As empresas são penalizadas porque a internet não é um campo sem lei, orienta a profissional. Para evitar a paralisação das atividades decorrente de multas e processos judiciais pesados, a adoção de sistemas de tecnologia profissionais não é mais uma escolha de marketing, mas sim o pilar central de sobrevivência corporativa no mercado tecnológico atual.