Proteção contra processos e inundações define sobrevivência de empresas na América

Helen Oliveira alerta sobre impactos da ausência de apólices de proteção corporativa nos EUA

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05 de abril de 2026
Proteção contra processos e inundações define sobrevivência de empresas na América

A adaptação de empresários e investidores brasileiros ao mercado dos Estados Unidos costuma esbarrar em um obstáculo invisível: a subestimação dos riscos geográficos e jurídicos locais. A especialista em seguros Helen Oliveira aponta que a comunidade imigrante comete falhas graves ao tentar economizar em apólices vitais, como o seguro contra enchentes e o de responsabilidade civil corporativa.

O primeiro grande erro é a recusa do seguro de alagamento (flood insurance) por moradores e empresários que não residem na costa. "Muitas pessoas dizem: 'Ah, mas eu não vivo perto da praia, não vivo perto de áreas que têm enchentes, por que eu iria pagar para ter um seguro desses?'". Helen rebate esse raciocínio citando um caso recente em Kissimmee, região central da Flórida, que sofreu inundações devastadoras mesmo estando fora das áreas de risco mapeadas, provando que a economia em uma apólice barata pode custar o patrimônio inteiro.

O segundo ponto cego do investidor brasileiro é a falta de proteção contra a agressiva cultura de processos judiciais nos Estados Unidos. "Muitas pessoas focam no patrimônio da empresa, mas esquecem que aqui há muitos processos, e um processo por danos pessoais pode custar milhões de dólares e fechar o negócio", alerta a profissional. Ela recomenda veementemente a contratação do seguro de responsabilidade civil (general liability) e do seguro contra erros e omissões profissionais (errors and omissions), garantindo que uma simples falha técnica não resulte na falência irreversível da operação.