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Consultora Carol Rocha ensina a furar a bolha e faturar alto vendendo salgados no varejo americano
ECON News
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Vender produtos típicos do Brasil para a comunidade de imigrantes nos Estados Unidos é um negócio seguro, mas extremamente limitador para o caixa e para a expansão da empresa. O verdadeiro prêmio do mercado americano está em conquistar o paladar do consumidor nativo. A consultora de expansão internacional Carol Rocha compartilha os desafios cruéis enfrentados ao tentar introduzir os clássicos salgadinhos de festa na rotina alimentar dos americanos e sair da perigosa bolha do chamado "mercado da saudade".
A especialista trabalha diretamente com a marca Misterits, uma empresa americana fundada por brasileiros focada na produção em massa de coxinhas e bolinhas de queijo. O diagnóstico inicial do projeto foi muito claro. Focar apenas na saudade do imigrante é ignorar o absurdo potencial continental e financeiro do país.
"A gente quer expandir a marca focando principalmente no consumidor nativo, olhando para os 330 milhões de americanos que vivem aqui. Quando você fala especificamente de coxinha, naturalmente não vai ter tanta aderência com o americano como tem com o brasileiro, e isso exige um trabalho estratégico gigantesco", explica a consultora.
O processo de internacionalização de um produto alimentar totalmente alheio à cultura local exige um profundo e cansativo exercício de tradução. Rocha explica que, embora existam produtos similares nas prateleiras como o croquete, a textura da massa e os recheios brasileiros são singulares e podem causar estranheza inicial.
"O nosso grande desafio prático é realmente entender como colocar no varejo um produto que é desconhecido. Precisamos fazer toda essa adaptação para o mercado americano e vender o salgadinho de uma forma que o nativo vai entender, gerando demanda real e contínua para esse alimento", detalha.
Essa complexa tradução do produto, ajustando a narrativa de vendas sem perder a essência da receita original, tem se provado uma estratégia vencedora para não estagnar o negócio. A consultora celebra a resposta do mercado nativo a essa nova abordagem agressiva e inteligente. Ela conclui afirmando que o índice de sucesso e de interesse das prospecções tem sido muito alto, tornando o trabalho de expansão da empresa no varejo americano um processo extremamente lucrativo.
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