Cultura Falta de estruturação cultural expõe líderes a severa vulnerabilidade corporativa
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Gisele Dib revela os passos para proteger sua marca e vender nos EUA com segurança.
ECON News
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Muitos fabricantes brasileiros sonham em ver seus produtos nas prateleiras digitais da maior economia do mundo, mas travam na hora de traçar a rota de exportação. Durante sua participação no ECON Experience, a especialista em e-commerce e varejo Gisele Dib revelou que o sucesso na internacionalização de uma marca exige a substituição do amadorismo por um ecossistema estruturado de parcerias. "Decidiu vender, internacionalizar a sua marca, trazer do Brasil para os Estados Unidos, você precisa fazer uma pesquisa de mercado para ver se o seu produto é aceito culturalmente", alerta Gisele, destacando a importância de mapear o público-alvo e a concorrência antes de despachar o primeiro contêiner.
O planejamento financeiro e a análise de viabilidade são os pilares que separam um projeto lucrativo de um prejuízo em moeda estrangeira. Gisele pontua que o empreendedor deve ser cirúrgico ao calcular custos logísticos e de operação, garantindo que o preço final seja competitivo sem espremer os ganhos. "Você precisa analisar a precificação do seu produto, se você consegue trazer e ainda assim ter uma boa margem de lucro", explica a consultora. A estratégia envolve desenhar uma operação contábil sólida e abrir a empresa nos EUA de forma legal e segura, criando a base necessária para que o negócio fature em dólar de maneira sustentável.
Uma das maiores armadilhas para quem está começando é negligenciar a propriedade intelectual. Gisele adverte que ter a marca protegida no Brasil pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial, órgão responsável pelo registro de marcas em território brasileiro) não garante direitos em solo americano. A recomendação da especialista é registrar a marca imediatamente no USPTO (United States Patent and Trademark Office, o órgão oficial de patentes e marcas dos EUA) e usar essa proteção para estruturar os canais de venda corretos. "Nós temos parceiros que criam uma loja para você dentro da Amazon, tem a consultoria também que a gente dá que registra a sua marca dentro da Amazon. Mas antes disso você tem que registrar também uma marca nos Estados Unidos", reforça.
A transição para o mercado norte-americano, portanto, deixa de ser um bicho de sete cabeças quando o empresário se apoia nas ferramentas certas de automação e consultoria. Com o avanço das plataformas globais em 2026, vender nos EUA tornou-se viável até para quem deseja gerenciar a operação sem sair do Brasil. Ao alinhar a qualidade do produto brasileiro à rigidez estratégica americana, o empreendedor não apenas protege seu patrimônio contra cópias, mas posiciona sua marca no topo da cadeia do varejo global.
Sobre Gisele Dib:
Gisele Dib é uma expert em transformar oportunidades digitais em negócios reais e rentáveis. Com mais de 20 anos de experiência no varejo e uma carreira consolidada nos Estados Unidos, Gisele domina a arte de vender na Amazon USA e guia brasileiros a faturarem em dólar com estratégias práticas e inovadoras. Ela também é autora de cursos e e-books voltados para estruturar negócios lucrativos no mercado americano, permitindo que empreendedores operem e escalem suas marcas de qualquer lugar do mundo.
Veja a conversa completa com Gisele em: https://www.youtube.com/watch?v=5jHlUrCbdJo
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