Como o paladar americano e latino está sendo conquistado pela confeitaria artesanal do Brasil

Contratação de profissionais brasileiros para a operação mantém a identidade estrutural das franquias no exterior

ECON News

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18 de abril de 2026
Como o paladar americano e latino está sendo conquistado pela confeitaria artesanal do Brasil

Inserir um produto com forte identidade cultural em um mercado estrangeiro exige estratégia comercial e adaptação comportamental. Marta Bolonhezi, empresária do setor gastronômico, analisa a dinâmica de inserção de doces e salgados brasileiros em Orlando, um mercado caracterizado pela presença de imigrantes e por hábitos de consumo bem definidos.

No cenário da confeitaria americana, a produção prioriza a durabilidade e a escala comercial, um modelo que contrasta com a proposta da manufatura artesanal. "A mão de obra local é mais voltada para uma confeitaria em grande escala. As texturas e os recheios são muito diferentes. Nós trabalhamos com produtos frescos e uma textura mais leve", detalha. Para garantir a manutenção desse padrão estrutural, a executiva adota a estratégia de compor a equipe de operação exclusivamente com profissionais brasileiros.

A aceitação por parte do público internacional tem apresentado um crescimento consistente. O consumidor hispânico, que possui referências gustativas mais próximas às do Brasil, assimilou os produtos rapidamente. Já o consumidor americano exige um trabalho de convencimento fundamentado na experimentação prévia. "O americano costuma ser mais reticente no primeiro contato. É necessário oferecer uma degustação. Após provar e atestar a qualidade, ele se torna um cliente recorrente", explica a empresária. Além dos bolos, itens tradicionais como a coxinha registraram alto volume de vendas, evidenciando o potencial da gastronomia nacional quando aliada a uma execução estratégica.