Segurança Informações falsas levam brasileiros a decisões arriscadas ao investir nos EUA
Especialista alerta sobre decisões baseadas em redes sociais e recomenda planejamento com profissionais que conhecem o mercado
Especialista alerta sobre riscos de saúde e a falta de proteção que leva imigrantes a recorrer a vaquinhas.
ECON News
Autor
O objetivo de imigrar para os Estados Unidos frequentemente esbarra em uma realidade dura para os recém-chegados: o altíssimo custo da saúde americana e a total ausência de um sistema público de amparo ao trabalhador doente, como o INSS. A especialista em seguros e planos de saúde Teresa Pondé, durante sua participação no ECON Xperience, alerta que a falta de planejamento para emergências médicas é um dos maiores erros da comunidade brasileira. "Aqui você ganha se você trabalha; se você não trabalhar, você não recebe nada", explica, destacando que uma simples internação hospitalar pode esgotar economias e resultar até em despejo.
Essa vulnerabilidade financeira alimenta uma triste rotina nos grupos de mensagens de imigrantes: as constantes campanhas de arrecadação (GoFundMe). Para evitar depender de vaquinhas em casos de doenças graves ou repatriação de corpos, Teresa desmistifica a ideia de que indocumentados não podem se proteger. "Se você não tem status válido, você não pode ter o plano de saúde subsidiado pelo governo, mas tem direito a um benefício em vida ou suplemento de saúde. Não exige documentação nenhuma, só uma conta em banco e passaporte válido", garante a especialista, detalhando que essas apólices permitem resgatar dinheiro em vida caso o segurado fique incapacitado.
Outro grande desafio é a barreira cultural e a desinformação. Enquanto os americanos têm a cultura da proteção enraizada, os brasileiros costumam ver o seguro de vida com forte desconfiança. Além disso, o sistema de saúde dos EUA funciona em ciclos anuais, exigindo inscrições em janelas rigorosas (o Open Enrollment, que ocorre entre novembro e dezembro). Para fugir de falsas promessas, a regra é básica: "Só pegue informação com agente licenciado. Os valores variam em função do CEP da sua casa, quantidade de pessoas na família e valor declarado no Imposto de Renda. Nunca uma família vai pagar igual a outra", esclarece.
Toda essa necessidade de proteção reflete o princípio da "imigração responsável" defendido por Teresa. Em vez de imigrarem de forma impulsiva, sujeitando-se a subempregos e à ilegalidade por falta de preparo, ela aconselha um planejamento estratégico e financeiro rigoroso ainda no Brasil. "Já basta a saudade da mãe idosa, da família e dos amigos; ter uma vida difícil, eu não ficaria. Não viva sem proteção aqui e não arrisque a sua vida e a da sua família", aconselha a executiva.
Segurança Especialista alerta sobre decisões baseadas em redes sociais e recomenda planejamento com profissionais que conhecem o mercado
Segurança Especialista explica como a escolha do estado pode influenciar a exposição de dados de sócios e empresas
Segurança Especialista Jakeline Malvestiti alerta sobre as punições severas da lei digital corporativa