Mercado A Nova Era do Investidor Regional no Mercado Financeiro e Operacional Internacional
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Executivo ressalta que a volatilidade do mercado brasileiro exige flexibilidade e parcerias estratégicas constantes
ECON News
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O ecossistema do comércio internacional passou por uma revolução silenciosa, porém agressiva, ao longo das últimas quatro décadas. Profissionais que vivenciaram a transição do analógico para o digital precisaram reinventar suas estratégias de mercado. Luiz Guilherme Pochaczevsky, especialista em logística e executivo de concessões aeroportuárias, aponta que a união entre a globalização e o avanço tecnológico ditou o novo ritmo das operações de importação e exportação.
Para o diretor, o principal marco de ruptura do mercado logístico tradicional foi a compressão geográfica gerada pela economia global. "As coisas começaram a ser modificadas quando surgiu a globalização. O mundo se tornou menor, as distâncias se encurtaram e os tempos foram reduzidos", explica Pochaczevsky. Essa nova dinâmica de tempo e espaço exigiu que as empresas abandonassem processos engessados.
No Brasil, a adaptação precisou ser ainda mais ágil devido à natureza do mercado interno. O executivo ressalta que atuar no comércio exterior brasileiro é uma tarefa que exige nervos de aço e planejamento cirúrgico. "O próprio ambiente de negócio no Brasil é de muita volatilidade. Você tem que ter muita flexibilidade, muito conhecimento e fazer boas parcerias, porque as coisas mudam de uma forma muito rápida".
Diante desse cenário de alta exigência e imediatismo, o sucesso corporativo deixou de ser medido apenas pela frota de navios ou aviões de uma empresa, passando a depender da inteligência aplicada às operações. "Hoje existe uma demanda muito maior por parte do mercado. Você tem que ser muito eficiente, muito rápido e bastante competitivo. É uma combinação entre tecnologia e capital humano", avalia o especialista, traçando o perfil indispensável para a sobrevivência no comércio exterior moderno.
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