Por que a cultura do heroísmo no empreendedorismo acelera a falência de novas empresas

Especialista revela o erro letal de não buscar mentores para guiar o negócio

ECON News

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13 de maio de 2026
Por que a cultura do heroísmo no empreendedorismo acelera a falência de novas empresas

Existe uma perigosa cultura de heroísmo no empreendedorismo que convence os donos de negócios de que pedir ajuda é um atestado de incompetência. Essa arrogância solitária cega o executivo para falhas operacionais evidentes e drena rapidamente o capital da empresa por meio de erros primários que poderiam ser facilmente evitados. Felipe Winston, executivo com formação pela Universidade de Harvard, é implacável ao apontar a contradição e o perigo de cultivar essa mentalidade.

O conselheiro utiliza uma analogia cirúrgica para expor a irracionalidade do empresário amador. "Se nós resolvermos lutar jiu-jitsu, procuramos um professor imediatamente. Se resolvermos tocar violão, vamos atrás de um instrutor. Mas, quando resolvemos montar um negócio, alucinamos que devemos fazer tudo sozinhos e sem orientação", compara Felipe.

O grande antídoto contra a falência precoce é a adoção de conselhos estratégicos, independentemente do tamanho da operação. "As pessoas imaginam que conselho de administração é algo exclusivo para grandes corporações. Na verdade, o conselho consultivo é para empresas de todo tamanho. O erro crônico é não entender que pedir direcionamento não é sinal de fraqueza. O conselheiro deve mostrar os acertos da jornada dele, mas principalmente os erros, para que você não os repita e poupe o caixa do seu negócio", orienta o especialista, provando que o sucesso corporativo exige abrir mão da vaidade.