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Pesquisadora explica que regras do conselho de saúde americano mudam frequentemente
ECON News
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A busca por oportunidades na área da saúde nos Estados Unidos costuma esbarrar em um funil burocrático complexo. Chegar ao país acreditando que a simples tradução e validação do diploma brasileiro garantirá a abertura de um consultório é um erro comum e perigoso. A pesquisadora Flávia Sobreira, profissional com mestrado, doutorado e vasta experiência clínica, alerta que tentar atuar sem a aprovação das licenças estaduais é o caminho mais rápido para inviabilizar a carreira no exterior.
A especialista detalha o rigor do processo de licenciamento, cujas regras mudam constantemente e exigem atenção extrema. "As exigências legais são atualizadas com frequência. O que não era obrigatório em um ano pode virar pré-requisito no seguinte, como a necessidade de comprovar minuciosamente a carga horária de estágios feitos no Brasil. Muitos acham que validar o diploma resolve tudo, mas essa é apenas a primeira etapa de um processo gigantesco", explica a nutricionista, que atualmente percorre o caminho para obter sua licença no estado da Flórida.
A etapa mais tensa acontece durante as avaliações governamentais. Flávia descreve a sabatina com a banca examinadora do Departamento de Saúde da Flórida, uma fase obrigatória apenas para conseguir a permissão de realizar a prova técnica.
"Você passa por uma banca com cinco conselheiros e todos precisam aprovar o seu perfil. É um nível de exigência semelhante a uma defesa de doutorado", relata. A brasileira avisa que o mercado americano não tolera atalhos na prestação de serviços e pune severamente o trabalho irregular. "A área de saúde aqui é extremamente regulada. Qualquer profissão que envolva contato físico com o cliente, até mesmo barbeiros e depiladoras, exige provas e licenças estaduais rígidas", conclui.
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