Eduardo Morita revela o erro que impede muitas franquias de crescerem

Sem lucro para o franqueado, nenhuma rede cresce. Entenda a regra de ouro do franchising.

ECON News

ECON News

Autor

14 de maio de 2026
Eduardo Morita revela o erro que impede muitas franquias de crescerem

A decisão de transformar um negócio local de sucesso em uma rede de franquias exige muito mais do que apenas uma marca forte e vontade de dominar o mercado. Questionado sobre o que uma empresa precisa ter claro antes de dar esse passo, o especialista Eduardo Morita destacou que o primeiro critério inegociável é a comprovação da escalabilidade. "Primeiro ela precisa entender que o negócio que ela tem é escalável, ou seja, ela consegue multiplicar em mais unidades", explica. Na prática, essa viabilidade exige a construção de uma engenharia operacional complexa, que garanta que a qualidade do produto e do serviço não se perca com a distância.

Essa estruturação de bastidores é o que garante a sobrevivência da rede. Morita aponta que a empresa matriz precisa ter total domínio sobre "questões técnicas voltadas à logística de produtos, abastecimento e capacidade de supervisão". Além disso, o empresário que vende a franquia deve empacotar e transferir inteligência de gestão, oferecendo ao franqueado acesso a todo um ecossistema de facilidades. Isso inclui desde uma rede homologada de provedores até estratégias validadas de marketing e diretrizes claras de recursos humanos (RH) para a contratação e treinamento de funcionários locais.

No entanto, a maior virada de chave para quem deseja virar franqueador não é logística, mas sim de mentalidade corporativa. O dono da marca precisa compreender que o modelo de franquias é um jogo de ganhos mútuos. "Sobretudo da parte do franqueador, precisa estar muito claro para ele que ele depende, e muito, do sucesso do franqueado", alerta o especialista.

Essa dependência mútua é o verdadeiro motor de tração, especialmente no início da operação da rede. A ilusão de lucrar apenas com a venda da taxa de franquia costuma ser fatal. Morita é taxativo ao afirmar que não basta a matriz ter sucesso; os pioneiros que apostarem na marca precisam ganhar dinheiro de verdade. "É fundamental que principalmente os primeiros franqueados tenham resultado e lucro, bastante lucro com o negócio, porque ele só vai expandir o negócio dele a partir do sucesso dos franqueados", conclui, provando que o melhor marketing de expansão é o extrato bancário positivo de quem já opera a sua marca.

Sobre Eduardo Morita:

Eduardo Morita é uma das maiores referências em franchising no Brasil. Com mais de 30 anos de experiência, ele já participou ativamente da abertura de mais de 500 franquias, incluindo operações estratégicas nos Estados Unidos, na Europa e na América do Sul. Engenheiro formado pela Universidade de São Paulo (USP) e com forte especialização em marketing e contratos de negócios, Morita atua hoje como Diretor da Promart e da Franquia USA. Além de sua atuação corporativa, ele integra o Comitê Internacional da Associação Brasileira de Franchising (ABF), onde apoia diretamente a expansão global de marcas. É um nome amplamente respeitado e consultado quando o assunto é crescimento estratégico, escalabilidade e internacionalização de negócios.