A armadilha de tentar competir em volume com a China e como a qualidade salva a sua exportação

Itens de alta durabilidade e artesanais ganham espaço nos Estados Unidos

ECON News

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12 de abril de 2026
A armadilha de tentar competir em volume com a China e como a qualidade salva a sua exportação

Tentar superar a manufatura asiática em uma disputa de preços e volume gera prejuízos para a indústria brasileira. O mercado internacional já possui fornecedores de itens em larga escala e baixo custo. Contudo, há um espaço lucrativo nos Estados Unidos que a produção chinesa não atende com excelência: o mercado de produtos artesanais e de alta durabilidade.

Para Tarcísio Tadeu, especialista em comércio exterior, o sucesso da indústria nacional está no foco na qualidade. "O maior mercado para nós dentro dos Estados Unidos é o alimentício. Mas existem outros setores interessantes, como a bijuteria, que é muito admirada pela qualidade que temos, além do artesanato e de produtos de construção civil", aponta.

O especialista analisa a diferença entre os modelos de produção. "Sem criticar o mercado chinês, mas a produção em larga escala muitas vezes resulta em uma qualidade que deixa a desejar. O Brasil prioriza muito a qualidade. Temos produtos de fácil introdução no mercado americano, principalmente alimentos, vestuário e tecnologia", garante Tadeu, orientando o empresário a evitar a busca pelo volume e focar no alto valor agregado.